Evangelização: tarefa de todos nós!

A missão de pregar o Evangelho do Reino, anunciando Jesus a todas as pessoas, deve ser parte fundamental da agenda da Igreja, em geral, e de cada crente, em particular. Foi isso que Jesus ordenou à Sua Igreja: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Jesus não nos deu uma estratégia meticulosa, tampouco apresentou um programa exaustivo de tarefas; Ele simplesmente disse: “Ide… e pregai…” no campo chamado de “todo o mundo”. A razão é que, para essa missão, teríamos que depender da orientação e dos recursos do Espírito Santo, com o qual seríamos revestidos de poder do Alto para testemunhar de Jesus (At 1.8).

Muitos crentes sabem todos os versículos da Bíblia sobre evangelizar e dizem que devemos investir em cursos disso e daquilo, evangelização pessoal, ensino etc. Tudo isso é muito bom, mas nós precisamos admitir que a Igreja de Cristo não precisa de outra coisa senão de se levantar no poder do Espírito e fazer o que o Senhor a mandou realizar. O resto é acessório.

Existe já muita sabedoria, muito estudo, muita riqueza, e alguns ainda estão a dizer: “Quando eu terminar o seminário… quando fizer um curso… quando tiver dinheiro… quando puder comprar folhetos… quando eu me casar… quando terminar a construção do templo… então eu irei evangelizar”. Mas isso tudo são desculpas de quem não pode ou não quer ver o plano de Deus. A missão de buscar as almas perdidas precede as demais. Podemos construir templos, fazer programas em rádio, televisão e internet, e tantas outras coisas, mas não podemos esquecer de pregar o Evangelho de Cristo aos pecadores.

Quando Jesus apareceu aos discípulos, após a ressurreição, censurou-lhes primeiro a sua incredulidade e dureza de coração por não darem crédito àqueles que anunciaram que Ele estava vivo. Na verdade, essa é a essência da evangelização: Jesus está vivo e pode fazer as mesmas coisas que sempre fez — salvar, curar, batizar, libertar, abençoar.

Depois da censura, Jesus os enviou a pregar o Evangelho, e disse: “Ide”. Mas estamos dizendo: “Vinde”. Insistimos em convidar as pessoas para virem ao templo, e nos impressiona o fato de elas não virem aos nossos cultos. Jesus nos enviou porque sabe que não existe coração duro que resista ao Evangelho pregado no poder do Espírito Santo por uma pessoa obediente e que crê na Palavra de Deus.

Em muitas igrejas os crentes não mais evangelizam. Assim, todo o crescimento delas é meramente vegetativo; ou seja, os casais vão tendo filhos, eles crescem e são acrescentados ao rol de membros etc. Em alguns lugares já não há conversões; em outros, há poucas. Por quê? Certamente porque, em vez de cumprirem o “Ide” de Jesus, estão enclausurados na cultura do “vinde”, esperando que os pecadores venham aos templos.

Costumeiramente frequentamos os templos, mas esquecemos dos nossos vizinhos, dos colegas de trabalho, dos amigos de escola etc., muitos dos quais jamais ouviram sobre o Evangelho de Cristo. Jesus disse que temos de ir “por todo o mundo” e pregar o evangelho “a toda criatura”. O campo é o mundo: vizinhança, praças, hospitais, escolas, bairros, cidade, outros povos e países etc. O nosso alvo são os perdidos, os que sofrem, as crianças abandonadas, os doentes, os pobres, os ricos, enfim, todos os pecadores. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Jesus nos deixou exemplo para seguirmos os seus passos (1Pe 2.21). Ele não fez opção preferencial pelos pobres, tampouco deixou de atender aos ricos. Antes, a Sua missão era “buscar e salvar os perdidos” (Lc 19.10). Por isso, Jesus saía a evangelizar pelas ruas, vilas, cidades, em todo lugar, sempre pregando todas as bênçãos do Evangelho do Reino. Para Jesus, mesmo na hora do almoço, sua melhor comida era: “fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”, como o fez com uma única mulher, e acabou ganhando toda uma cidade (Jo 4.34). Até na hora da Sua morte na cruz, mesmo com o indizível sofrimento, Ele aproveitou para salvar um pobre e arrependido ladrão (Lc 23.43).

Há os que pensam que não precisamos mais evangelizar, porque muitos já estão fazendo isso. Mas a evangelização é tarefa de cada um de nós.

Alguns crentes reclamam que não há mais manifestação dos dons espirituais, nem milagres etc. O problema é que desconhecem que o “Ide” é que precede os milagres, não o contrário. Jesus disse: “Ide e pregai”; e só depois acrescentou: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16.17,18).

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13.8). Ao fazermos a nossa parte de anunciar Jesus a todas as pessoas, Ele confirmará a Sua palavra, salvando, libertando, curando e abençoando; e essa será sempre a melhor contribuição da Igreja para a sociedade.

 

Samuel Câmara

Pastor da Assembleia de Deus em Belém

CADB

CADB

Convenção da assembleia de Deus no Brasil

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